Iê!
De manhã cedo
Quando o sabiá cantar
Sinal que eu vou viajar
Não sei quando voltarei
Pra capoeira
Entreguei meu coração
É o amor da minha vida
Por ela me apaixonei
Mesmo menino
Tinha vontade de aprender
Mas a condição financeira
Não deixava sobreviver
Depois de moço
Meus sonho realizei
Hoje eu agradeço a Deus
Os lugares que eu andei
E hoje em dia
Eu só tenho a agradecer
A capoeira me fez um homem
Para me sobreviver Camará…
Iê, viva menino Iê, viva menino, camará
Iê, viva meu Deus Iê, viva meu Deus, camará
Oi tá, tá, tá… se você é mandingueiro abra a boca pra cantar
Oi tá, tá, tá
Se você é angoleiro quero ver você jogar
Oi tá, tá, tá
Pelo clarão da madrugada quero ver você cantar
Oi tá, tá, tá
Olha eu e o Bigodinho tamos em todo lugar Oi tá, tá, tá
Vai cair chuva miúda eu vou ter que me abrigar
Oi tá, tá, tá
Olha eu e o Bigodinho tamos em todo lugar
Oi tá, tá, tá
Iê!
Quando Deus criou o mundo
Com carinho e amor
Deu ao homem vários talentos
Pra que ele fosse vencedor
O que o homem deve fazer
Para agradar a Deus
É amar todas as crianças
Pois são todos filhos seus
Atitude que tem que ter
Para que Deus possa gostar
É cuidar dos animais
E a natureza respeitar
Mas infelizmente
Não é isso que acontece
O homem faz tanta besteira
Que até de Deus ele esquece
Meu amigo, preste atenção
Ouça o que eu vou falar
Lá no céu tem uma balança
Que tudo isso vai pesar
Tome cuidado meu amigo
Para não se arrepender
Pois o que você plantar
Um dia irá colher, camará
Iê, vamos embora
Iê, vamos embora, camará
Iê, é hora é hora
Iê, é hora é hora, camará
Iê, viva meu Deus
Iê, viva meu Deus, camará
Iê, viva meu mestre
Iê, viva meu mestre, camará
A gente leva rasteira
Tem dela que vem pra matar
Mas quando a rasteira não mata
Aproveita pra se levantar
Eu já levei rasteira de inimigo
Com essa quase me acabei
Levei rasteira da falsidade
Com essa quase me descontrolei
Tocando meu berimbau e cantando
Vou lhe revelar o perigo
Que a pior das rasteiras na vida
É quando ela vem de um amigo
Com a rasteira não se brinca
Ela é como espada de dois gumes
É mexer com filho de leão
Zangar a mulher que tem ciúmes
É cutucar a serpente
Sem saber do que ela é capaz
É acreditar no mocinho quando
Na verdade, ele é um capataz
Existem rasteiras na vida
Que querem nos desanimar
Rasteiras por trás de sorrisos
Que às vezes nos querem enganar
Mas é bem verdade, meu mano
Pra cada rasteira há uma esquiva
Por isso, quando ela vier
Levanta a cabeça e dê volta por cima
A hora é essa, a hora é essa
A hora é essa, a hora é essa
Meu berimbau tocou na capoeira
Meu berimbau tocou, eu vou jogar
Meu berimbau tocou na capoeira
Meu berimbau tocou, eu vou jogar
A hora é essa, a hora é essa
A hora é essa, a hora é essa
Meu berimbau tocou na capoeira
Meu berimbau tocou, eu vou jogar
Meu berimbau tocou na capoeira
Meu berimbau tocou, eu vou jogar
Meu berimbau tocou na capoeira
Meu berimbau tocou, eu vou jogar
O berimbau tocou na capoeira
O berimbau tocou, eu vou jogar
Agora sim, que mataram meu besouro
Depois de morto, besourinho cordão de ouro
Agora sim, que mataram meu besouro
Depois de morto, besourinho cordão de ouro
Ê, mas besouro, besourinho! (Coro: Cordão de ouro)
Ê, mas besouro, besourinho! (Coro: Cordão de ouro)
Ê, mas besouro, besourinho! (Coro: Cordão de ouro)
Ê, mas besouro miudinho! (Coro: Cordão de ouro)
Ê, mas besouro, besourinho! (Coro: Cordão de ouro)
Ê, mas besouro, besourinho! (Coro: Cordão de ouro)
E agora sim, que mataram meu besouro
Depois de morto, besourinho cordão de ouro
Agora sim, mataram meu besouro
Depois de morto, besouro virou cordão de ouro
Ô meu amor diz se vamos embora Olha vamos embora, simbora meu bem Vamos a pé, vamos de ônibus Ou vamos nós no balanço do trem Ô tenenen, tenenen, tenenen Ô vamos nós no balanço do trem Se o meu amor for, eu quero ir também Ô tenenen, tenenen, tenenen O trem já partiu mas está tudo bem... Ô tenenen, tenenen, tenenen
Beba água deste poço, que ela já tá se acabando Beba água deste poço, que ela já tá se acabando Ê, beba água deste poço, que ela já tá se acabando Beba água deste poço, que ela já tá se acabando Conneci seu Mestre Gato, Leopoldina e seu Baiano Beba água deste poço, que ela já tá se acabando (Coro 2x) Ê, eu estou ficando velho Mas ainda estou andando Beba água deste poço, que ela já tá se acabando (beba!) (Coro 2X) Ê, eu lembro do Leopoldina, Mucunje e seu Baiano Beba água deste poço, que ela já tá se acabando (bora!) (Coro 2X) Hoje está muito difícil Pra viver com o ser humano Beba água deste poço, que ela já tá se acabando (Coro 2X) Não confunda a amizade Nem o couro com o pano Beba água deste poço, que ela já tá se acabando (bora!) (Coro 2X) Vem treinar com alegria Não treine com desengano Beba água deste poço, que ela já tá se acabando (Coro 2X)
Oh Mas eu chorei, chorei por ela Ela de nada me adiantou Mas eu chorei, chorei por ela Ô, essa mulher muito valia em minha vida Hoje ela é uma sofrida porque sempre me chutou E eu cansado de levar tapa na cara Dessa nega descarada que um dia me beijou Mas eu chorei, chorei por ela Pois o seu nome está gravado em minha mente Uma história era recente e hoje já se apagou Mas e agora o que interessa na minha vida É curar essa ferida que a nega me deixou Mas eu chorei, chorei por ela Mas só que um dia quando isso se acabar A nega vai se lembrar de tudo que ela me fez Daí então vou dar a volta por cima Vou mostrar pra essa menina que o encanto se desfez Mas eu chorei, chorei por ela
Dona Maria cadê Ioiô Dona Maria cadê Iaiá Coro E a roda tá começando E eu não vejo Ioiô chegar Dona Maria me respondeu Ela foi fazer jantar Coro E a roda tá começando E eu não vejo Ioiô chegar Dona Maria me respondeu Ela foi fazer jantar Coro E Ioiô tá trabalhando E Iaiá venha pra cá Quem não tem cão caça com gato A roda vai começar
Iê! Estrela brilhou lá no céu O raio caiu lá no mar No dia que um capoeira Ficou de perna pro ar Estrela brilhou lá no céu O raio caiu lá no mar No dia que um capoeira Ficou de perna pro ar Ê, Mestre Gato foi-se embora Muitas saudades lhe deixou No mundo da capoeira Ele foi meu professor Coro Eu tenho muitas saudades De ver o meu Mestre tocar O seu sorriso contagiante E ouvir ele cantar Coro Ele tocava o seu berimbau E sorria o tempo inteiro No mundo da capoeira Ele também foi guerreier Coro Fazia as coisas com axé E também muita energia Na roda da capoeira Ele passava alegria Coro Iê, viva meu Deus! (Coro: Iê, viva meu Deus, camará!) Iê, viva meu Mestre! (Coro: Iê, viva meu Mestre, camará!) Iê, vamos embora! (Coro: Iê, vamos embora, camará!) Iê, chegou a hora! (Coro: Iê, chegou a hora, camará!) Iê, viva São Paulo! (Coro: Iê, viva São Paulo, camará!)
Eu me protejo Com o trevo da boa sorte Não tenho medo da morte Pois um dia eu sentirei Mas eu lamento Vou deixar meus bons amigos E também meus inimigos Porque minha falta sentirão Daqui da terra Levarei só a alegria Esquecerei daquele dia Que eu passei decepção Dia tão triste Foi o dia de agonia E hoje eu levo no peito Uma dor no coração Camará... Iê, viva meu Deus! (Coro: Iê, viva meu Deus, camará!) Iê, viva meu Mestre! (Coro: Iê, viva meu Mestre, camará!) Iê, galo cantou! (Coro: Iê, galo cantou, camará!) Iê, cocorocô! (Coro: Iê, cocorocô, camará!)
Ê, eu tô na roda Eu tô rodando No mundo da capoeira Eu estou te observando Coro Ê, se você é capoeira Que está sempre rodando Mas não faça coisa errada Que eu estou te observando Coro Ê, eu nasci nas Alagoas Mas me chamam de baiano No mundo da capoeira Eu estou te observando Coro Ê, eu só falo arrastado Mas eu sou alagoano Não sou louco nem maluco Sou latino-americano Coro
Iê, faz 20 anos Eu tenho história pra contar Que eu conheci um amigo Esse amigo é o Polar Nunca briguei E nem me lembro de discutimos Quando ele fala, eu escuto Amizade é isso aí Pra ser amigo Não precisa me falar Quando a amizade é honesta Respeita em qualquer lugar A cada noite Outro dia vai chegar Tô falando de capoeira É o Jaguar e o Polar Camará... Iê, viva meu Deus! Iê, viva meu Deus, camará!)
Jogar sem dendê não presta
Jogar sem dendê não dá
Jogar sem dendê não presta
Jogar sem dendê não dá
Ê, Alíce mandou dizer
Seu Leão mandou falar
Joga sem dendê não presta
Joga sem dendê não dá
Ê, Seu Burguês mandou dizer
Seu Goioerê mandou falar
Joga sem dendê não presta
Joga sem dendê não dá
Ê, Sargento mandou dizer
Seu Feijão mandou falar
Joga sem dendê não presta
joga sem dendê não dá
Ê, Abano mandou dizer
Seu Pesanho mandou falar
Joga sem dendê não presta
Joga sem dendê não dá
Ê, Busca Longe mandou dizer
O Jeguinho mandou falar
Joga sem dendê não presta
Joga sem dendê não dá
Menino novo, preste atenção
Não julgue o capoeira pela cor do seu cordão
Menino novo, preste atenção
Não julgue o capoeira pela cor do seu cordão
Antes de olhar pra corda
Procure se dirigir
Com a forma de respeito
Para você não se ferir
Menino novo, preste atenção
Não julgue o capoeira pela cor do seu cordão
Oi as cordas nos engana
Por motivos e razão
Cada qual tem seu sistema
Então preste atenção
Menino novo, preste atenção
Não julgue o capoeira pela cor do seu cordão
Não julgue o capoeira
Com a corda que ele está
No lugar onde eu pisei
Você ainda há de pisar
Menino novo, preste atenção
Não julgue o capoeira pela cor do seu cordão
Menino novo, menino novo
Preste atenção
Não julgue o capoeira pela cor do seu cordão
Menino novo, preste atenção
Não julgue o capoeira pela cor do seu cordão
Iê! Muita gente quer saber O que é a capoeira É uma dança, é uma luta E também uma brincadeira É uma roda que se forma Pra manter a tradição É o instrumento que se toca Com amor no coração É superar seu próprio medo Numa luta sem igual E mostrar jogo bonito Conforme o som do berimbau É pedir a bênção divina Através de uma oração É desarmar o inimigo Com dois pés e duas mãos Camará... Iê, viva meu Deus! (Coro: Iê, viva meu Deus, camará!) Iê, galo cantou! (Coro: Iê, galo cantou, camará!)
Oh, na vida tem muito axé, tem muita emoção
Tem molejo, tem mandinga e muita disposição
Oi, na vida do capoeira...
Na vida do capoeira
Tem barreira e tem espinho, obstáculo tem fronteira
Nessa vida tem de tudo, em forma de brincadeira
Oi, na vida do capoeira...
Na vida do capoeira Na vida do capoeira
Na vida do capoeira Na vida do capoeira
Oi, é só tomar cuidado para o mal não acontecer
Mas se a carga for pesada, peço ao santo para descer
O...
Na vida do capoeira
Na vida do capoeira
Navalha quer me corta, não corta não
Não corta não, não corta
Navalha não corta
Navalha é a língua do falador
Navalha não me corta não, senhor
Navalha não corta não
Navalha passou raspando por aqui
Navalha quer fazer o mal a mim
Mas eu tenho o corpo fechado
Navalha, eu dou conta do recado
Navalha não corta não
Navio balança trazendo esperança Um dia se alcança e o que há de chegar Oi, negro do navio negreiro Qual é o vento que balança o mar? Oi, negro do navio negreiro / Qual é o vento que balança o mar? Oi é o vento que bate na vela Fazendo ela escorregar É mais um barco nesse mar azul É mais um barco nesse mar azul Navegando leste, norte, oeste ao sul Navegando leste, norte, oeste ao sul Oi, segunda vez veio a tempestade Me segurei com força pra não escapar Mas mesmo assim o vento era mais forte Com seu balanço veio me derrubar Ô, negro... Oi, negro do navio negreiro / Qual é o vento que balança o mar? Oi é o vento que bate na vela Fazendo ela escorregar É mais um barco neste mar azul É mais um barco neste mar azul Navegando leste, norte, oeste ao sul Navegando leste, norte, oeste ao sul
Ai meu Deus O meu amor de um capoeira Todos nós somos irmão E seremos a vida inteira E diga o que nós somos? Oi, nós somos capoeira Se tu és, eu também sou! Da turma da capoeira Bigodinho que falou! Que nós somos capoeira Mestre Burguês também entrou! Pra turma da capoeira (Repete o refrão: "Ai meu Deus...")
Oi nunca pare de treinar a capoeira Oi nunca pare de treinar a capoeira Ô, meu amigo, vou lhe dar um bom conselho Só ensine por dinheiro para ter o seu valor Se o seu passado, foi de luta e barreira Você já passou por uma, falta a segunda e a terceira Oi nunca pare de treinar a capoeira Oi nunca pare de treinar a capoeira Ô, você que treina, pensa um dia em se formar Toma cuidado rapaz, para você não tropeçar Que a capoeira muito pode lhe ajudar Só me grave esse conselho, nunca pare de treinar Oi nunca pare de treinar a capoeira Oi nunca pare de treinar a capoeira Ô, você que treina, pensa um dia em se formar Toma cuidado rapaz, para você não tropeçar A capoeira muito pode lhe ajudar Só me grave esse conselho, nunca pare de treinar Oi nunca pare de treinar a capoeira Oi nunca pare de treinar a capoeira (Improviso) - Oh Seu Jaguara....
Iê Obrigado Mestre Zambi, ai meu Deus, pra você acreditar Obrigado Mestre Zambi, ai meu Deus, pra você acreditar No dia da formatura, você veio me formar Muita gente falou mal, mas você não acreditou Pra você ser um mestre, você também foi professor A inveja é coisa ruim Mas o Deus que é o criador Sempre vou falar o teu nome Em todo lugar que eu for Camará... Viva meu Deus! (Coro: Ê, viva meu Deus, camará!) Ê, vamos embora! (Coro: Ê, vamos embora, camará!) Ê, viva meu Mestre (Mestre Zambi)! (Coro: Ê, viva meu Mestre, camará!) Ê, quem me formou! (Coro: Ê, quem me formou, camará!) Ê, é hora, é hora! (Coro: Ê, é hora, é hora, camará!) Ê, chegou a hora! (Coro: Ê, chegou a hora, camará!) Ê, viva meu Mestre (Mestre Zambi)! (Coro: Ê, viva meu Mestre, camará!)
Iê! Olha aqui, meu camarada Vou lhe contar uma história Na vida, o que se faz, se paga É o preço da vitória Eu lhe digo com certeza Foi meu mestre que ensinou No mundo da capoeira Tem de tudo até o amor E o amor e sentimento Que me leva ao Senhor Capoeira é o firmamento Só sabe quem já jogou Me tira do chão no Xangô Me leva aos céus com a reza Traz de volta na chibata Realidade dura e certa Sonha, sonha, menino Deixa que ela te leva Joga, joga, menino Capoeira é pura selva Sonha, sonha, menino Deixa que ela te leva Joga, joga, menino Capoeira é pura selva
Onde tem Bimba tem
Onde tem Bimba tem
Onde tem Bimba tem
Tem Capoeira
Capoeira é Mestre Bimba
No ringue é três pancada
Pra quem lutou contra Bimba
Era só quem aguentava
Desafia, desafia
Provocando no jornal
Pra qualquer um que quisesse
Enfrentar a Regional
Desafio teve 4
Todos quatro ele ganhou
Pouco mais que um minuto
Foi o que mais demorou
Onde tem Bimba tem
Onde tem Bimba tem
Onde tem Bimba tem
Tem Capoeira
Quando fala em Regional
Com Bimba ninguém se mete
Por falar em algarismo
Apareceu o número 7
7 também foram os dias
Quando a Bahia parou
Mestre Bimba quem morreu
Não foi ninguém que matou
Onde tem Bimba tem
Onde tem Bimba tem
Onde tem Bimba tem
Tem Capoeira
Pula pra frente, pula pra trás
O bom capoeira também cai
Pula pra frente, pula pra trás
Oi o bom capoeira também cai
Hoje você é gigante, no meio da capoeira
Mas não despreza o mais fraco, porque isso é besteira
O mais fraco um dia cresce, pode lhe dar uma rasteira
Pula pra frente, pula pra trás
Oi o bom capoeira também cai
Oi pode ser uma rasteira, ou também um arrastão
Pode ser na lei da vida, ou então na lei do cão
O que você faz na terra, na terra se paga então
Pula pra frente, pula pra trás
Oi o bom capoeira também cai
Que energia é essa, que não dá pra explicar Que energia é essa, que não dá pra explicar Quando eu chegar na roda, o povo começa a falar Olha lá quem chegou, olha só quem vai cantar A energia é muito grande, o povo começa a falar Que energia é essa, que não dá pra explicar Que energia é essa, que não dá pra explicar Quando eu chegar na roda, o povo começa a falar Olha lá quem chegou, olha só quem vai cantar A energia é muito grande, o povo começa a falar Ele já passou de tudo, ai meu Deus, mas nunca baixou a cabeça Na roda da capoeira, ele é quebra-cabeça Não tem tristeza pra ele, ele só tem alegria Na roda da capoeira, ele passa energia E é muito olho grande, em tudo o que ele faz Mas eu tenho meu pastor, é meu Deus, é o meu pai Camará... Viva meu Deus! (Coro: Ê, viva meu Deus, camará!)
Quem já foi na senzala um dia
Sabe dizer como é
Moendo cana, ê
Socando o pilão
Moendo cana, ê
Socando o pilão
Negro escravizado
Sob o olho do capitão
De dia trabalhava
Descalço com o pé no chão
Moendo cana, ê
Oi Socando o pilão
Moendo cana, ê
Socando o pilão
Negro sofria na senzala
Na mão do Coronel
Onde olhava da sacada
Como um raio vem do céu
Moendo cana, ê
Oi Socando o pilão
Moendo cana, ê
Socando o pilão
Mas que vida era aquela
Hoje já nem existe mais
Como é ruim ficar
Na mira do capataz
Moendo cana, ê
Socando o pilão
Moendo cana, ê
Socando o pilão
Não adianta, seu covarde tu se esconder Na roda de capoeira um dia pego você Você falou, eu deixei você falar Nasceu a boca pra dizer e o ouvido pra escutar Eu escutei que você ia me pegar Numa roda de capoeira, independente o lugar Ô, e a hora é essa, hoje eu estou aqui Vou lhe dar a oportunidade, pra sua palavra cumprir Vou lhe dar a oportunidade, pra sua palavra cumprir Então me escuta o que eu vou lhe falar Pois na roda que eu tiver Não se pense jogar Mas quem não pode com mandinga... Não carrega patuá Mas quem não pode com mandinga... Não carrega patuá Mas quem não pode com mandinga... Não carrega patuá
Quer aprender, quer aprender
Quer aprender, escuta o que eu vou dizer, porque
Quer aprender, quer aprender
Quer aprender, escuta o que eu vou dizer
Ê, na capoeira Mestre Pastinha é um mito
E foi por ele onde tudo começou
Não se esquecendo do famoso Mestre Bimba
Que um próprio estilo um dia ele criou, porque
Quer aprender, quer aprender
Quer aprender, escuta o que eu vou dizer
Passando o tempo muitas coisas se mudaram
Dos velhos mestres não podemos esquecer
Pois se não fosse a resistência desses mestres
Nós não teríamos uma história pra dizer, porque
Quer aprender, quer aprender
Quer aprender, escuta o que eu vou dizer
Graças a isso a capoeira cresceu muito
E olha hoje onde ela foi parar
De um lugar simples como a senzala
Hoje se espalha no mundo ela está, porque
Quer aprender, quer aprender
Quer aprender, escuta o que eu vou dizer, porque
Quer aprender, quer aprender
Quer aprender, escuta o que eu vou dizer
Ai meu Deus se eu pudesse Eu voltava ao passado Pra rever Mestre Bimba Manuel dos Reis Machado Ai meu Deus se eu pudesse... Coro Ê, lutador batuqueiro Soube desafiar Até mesmo no ringue Mais como Bimba não há Ai meu Deus se eu pudesse... Coro Ê, só pra quem trás no peito E lutar pela paz Quem foi discípulo de Bimba Sabe a falta que faz Ai meu Deus se eu pudesse... Coro Ê, o berimbau tocava O meu mestre chamou Vou lhe dar apelido O batizado criou Ai meu Deus se eu pudesse... Coro Ê, praia de Amaralina É o que faz me lembrar Festa de formatura Meu mestre estava lá Ai meu Deus se eu pudesse... Coro Ê, bateria formada Oi levanta esse coro A banguela pra mim Não seria só um jogo Ai meu Deus se eu pudesse... Coro Ê, começou na Bahia A arte regional E a Iúna tocava No Planalto Central Ai meu Deus se eu pudesse...
(Introdução falada) Esta homenagem foi feita ao Mestre Paulo dos Anjos. Vá com Deus, descanse em paz, mestre. O senhor merece. Iê! Se foi o amigo Mestre velho respeitado Na roda de capoeira Seu nome será lembrado Paulo dos Anjos Vá com Deus, descanse em paz Esta homenagem foi feita No recanto dos Orixás E de manhã Quando tudo aconteceu O mundo se abalou Com a notícia que ocorreu Se foi com Deus Para nunca mais voltar Para você que é capoeira Na memória recordar Camará... Iê, viva seu Paulo! (Coro: Iê, viva seu Paulo, camará!) Iê, Paulo dos Anjos! (Coro: Iê, Paulo dos Anjos, camará!)
Se você for à Bahia
Me chama que eu vou lá
Quero ver Bimba e Pastinha
Onde ficava a jogar
Se você for à Bahia, Me chama que eu vou lá
Oi, amigo, não se esqueça de quando for convidar
Se você for à Bahia, me chama que eu vou lá
Eu vou levar os meus alunos para poder me ajudar
Se você for à Bahia, me chama que eu vou lá
Oi todo mundo fala dela, mas ainda não foi lá
Se você for à Bahia, me chama que eu vou lá
Quero ver Bimba e Pastinha onde ficavam a jogar
Se você for à Bahia, me chama que eu vou lá
Eu vou de qualquer maneira na Bahia para jogar
Se você for à Bahia, me chama que eu vou lá
Oi, amigo, não se esqueça de quando for convidar
Se você for à Bahia, me chama que eu vou lá
Eu vou levar os meus alunos para poder me ajudar
Se você for à Bahia, me chama que eu vou lá
Mas todo mundo fala dela, mas ainda não foi lá
Se você for à Bahia, me chama que eu vou lá
Sereno cai, sereno cai
Eu ralo tanto no cumbuco do balaio
Sereno cai, sereno cai
Eu ralo tanto no cumbuco do balaio
Quero papai, quero mamãe, quero dindinha
Eu quero anel, quero dedo, quero linha
Sou rapaz, não tenho dinheiro
A moça garante os cabelos
Cascavel de vareta
É danada pra bater chocalho
Papai, tu corta caminho
Que hoje vai cair orvalho
Aê, aê, aê, aô
Aê, aê, aê, aô
Sereno cai, sereno cai
Eu ralo tanto no cumbuco do balaio
Quero papai, mamãe, dindinha
Quero anel, quero dedo, quero linha
Sou rapaz, não tenho dinheiro
A moça garante os cabelos
Cascavel de vareta
É danada pra bater chocalho
Papai, tu corta caminho
Que hoje vai cair orvalho
Aê, aê, aê, aô
Aê, aê, aê, aô
Ê, tem jararaca no pé de dendê Tem jararaca no pé de dendê Ê, tem jararaca no pé de dendê Tem jararaca no pé de dendê Ê, se você não acredita, olha aqui venha pra ver Tem jararaca no pé de dendê (2x) Ê, se você não acredita, olha aqui venha pra ver Tem jararaca no pé de dendê (2x) Ê, ela é muito venenosa, mandingueira e traiçoeira Na mandinga eu não sou bobo, por isso sou capoeira Tem jararaca no pé de dendê Ê, quando for 'panhar dendê, presta muita atenção Jararaca é pequena, pode morder a sua mão Tem jararaca no pé de dendê (2x) Ê, se você não acredita, olha que venha pra ver Tem jararaca no pé de dendê (2x) Ê, se você não acredita, olha aqui venha pra ver Tem jararaca no pé de dendê (2x) Ê, ela é muito venenosa, mandingueira e traiçoeira Na mandinga eu não sou bobo, por isso sou capoeira Tem jararaca no pé de dendê (2x)
Você me disse que eu não podia jogar Nessa roda é jogo da regional Um certo dia o meu Mestre me falou Você é bamba e tocador de berimbau Coro E da Bahia, o sangue corre na veia Velha Bahia, é terra de tradição Sou casca grossa, madeira de dar em doido Com Nordestino não tem brincadeira não Coro O nordestino é camarada muito humilde Aonde chega todo mundo estende a mão Não vá pensando que ele é só casca grossa A humildade tá dentro do coração Coro Ainda me lembro do tempo do cativeiro Trabalho pesado, andava de pé no chão Mas hoje em dia tudo isso tá mudado Já acabou o tempo da escravidão Coro
Você quer cantar Você tem dificuldade Então deixa pra quem canta Com a maior facilidade Coro Ê, quando o mestre tá cantando Você tem que escutar Presta atenção, ô menino Que ele vai te ensinar Coro Ê, para ser um cantador Tem que cantar de coração No mundo da capoeira Tá difícil meu irmão Coro Ê, todo mundo tá gravando Mas eu não vejo qualidade Tá difícil de achar Um cantador de verdade